31 de outubro de 2026
Escadas do cinema
7 de setembro de 2026
A Ilha gengibre em Stardew valley é baseada no Brasil?
Começei a jogar Stardew Valley há algum tempo, e cheguei na ilha Gengibre, e notei algumas coisas interessantes, para começar eu tenho quase certeza de ter ouvido um bem-te-vi, no inicio eu achei que era lá fora, mas depois eu percebi que vinha do jogo. (Pq eu jogava o jogo de noite e bem-te-vis não cantam de noite)
Depois eu assisti um video sobre animais brasileiros e como eles eram descritos pelos colonizadores e descobri que o Brasil antigamente era conhecido também como "Terra dos papagaios" e a ilha gengibre é cheia de papagaios
Mas a maior prova que me fez acreditar que aquilo não podia ser uma coincidência foi quando eu estava lendo um livro sobre plantas brasileiras e descobri que a castanha de caju era tão importante para os Tupis que as safras do cajueiro era usadas para marcar o tempo, ou seja a idade das pessoas era contada a partir de quantas castanhas ela tivesse guardado. E logo que chegamos na Ilha e conhecemos o Leo, ele nos conta que na ilha a idade é baseada em quantas nozes douradas você comeu.
Não sei como ninguém nunca comentou sobre isso, então eu resolvi comentar.
Tinha escrito esse texto em outro site, mas ele foi dasativado, salvei o texto e mantive como rascunho no blog por um bom tempo. Hoje, pensei: por que não publicar?
15 de agosto de 2026
Supergirl
Já faz algum tempo que eu queria escrever isso...
Fui assistir Supergirl e o filme foi legal e tal... mas tinha algo que me incomodava, mas eu não sabia dizer o que.
Até agora...
E não, não tem a ver com o fato do filme não seguir a HQ, até porque isso seria impossível visto que a HQ foca em uma Supergirl mais madura e essa Supergirl tinha acabado de sair da adolescência e ainda estava curtindo a juventude.
Mas para mim o problema não foi esse, o problema é que não conseguiram construir a mensagem do filme de forma clara.
Basicamente no filme o vilão (Krem) era um pedófilo que sequestrava meninas, ele matou a família da Rúthye e ela buscava vingança. A Supergirl tenta convencer ela a desistir da vingança pois isso irá mudar ela. No fim, quando está prestes a matar o Krem, Rúthye desiste da vingança e diz que só queria a família dela de volta. A Supergirl a abraça e a consola. No fim, quando a menina se afasta, a Supergirl mata Krem.
Muitos criticaram essa atitude dizendo que era hipocrisia da parte dela, que ela deveria ter deixado Rúthye matar Krem, algo do tipo "faça o que eu digo, não faça o que eu faço", ou "ficou o filme inteiro falando para a menina não matar, aí ela vai lá e mata ele?".
Mas a mensagem dessa parte era: uma criança não deveria carregar esse fardo, o adulto é quem deveria protegê-la. Krem merecia morrer, mas Rúthye não merecia ter que carregar o fardo de tirar uma vida.
Eu acho que esse tipo de mensagem seria muito mais impactante se a própria Kara tivesse traçado esse caminho, se você visse na protagonista as consequências da vingança e como isso a destruiu por dentro.
Sim, a Kara também passou por uma grande perda, mas ela não tinha um alvo para a vingança que espelhasse a jornada da Rúthye e mostrasse exatamente quem a Rúthye se tornaria ao buscar vingança.
Se no clímax do filme, quando as duas estão no planeta com sol verde, a Kara surtasse e confessasse o seu trauma para a Rúthye:
VOCÊ NÃO QUER SER COMO EU!!! VOCÊ ACHA QUE EU QUERIA ESTAR AQUI? MORRENDO NESSA PORCARIA DE PLANETA DE SOL VERDE?! VOCÊ ACHA QUE VAI SE SENTIR MELHOR DEPOIS DE MATAR O KREM? EU TE DIGO... NÃO VAI! NADA VAI CURAR ESSA DOR, EU SEI PORQUE EU FIZ A MESMA COISA E NÃO MUDOU PORCARIA NENHUMA! TODAS AS NOITES QUANDO EU FECHO OS OLHOS EU VEJO AQUELE BASTARDO ME ENCARANDO, EU SINTO O SANGUE DELE NAS MINHAS MÃOS, NÃO IMPORTA O QUANTO EU LAVE, EU AINDA SINTO! EU VIM PARA A PORCARIA DO SEU PLANETA PARA PODER ENCHER A CARA ATÉ EU APAGAR!! ISSO NUNCA VAI PASSAR, RÚTHYE, ACEITA ISSO!
No fim, o ato dela matar o Krem no final deveria ser algo como: as minhas mãos já estão sujas... para mim não faz a menor diferença.
Outro ponto que tornaria o filme interessante é se ele fosse na direção oposta do Superman.
No filme do Superman o dilema acontece quando o Superman descobre que seus pais o enviaram para ser um ditador, para governar a Terra. Logo no início do filme, os androides da Fortaleza da Solidão colocam a mensagem de seus pais de Krypton para acalmá-lo enquanto ele tem seus ferimentos tratados. No fim, os mesmos androides colocam um vídeo para tocar, mas não de seus pais kryptonianos e sim dos pais adotivos terráqueos, mostrando que ele se tornou uma boa pessoa pois teve bons pais que o amavam; ele se tornou um herói pois ele amava a Terra.
Já a Supergirl poderia seguir o caminho oposto. Ela era uma adolescente quando foi para a Terra, mas ela nunca quis ser uma heroína, ela queria ficar com seus pais, morrer com a sua família. E agora ela se vê em um planeta onde tem poderes de uma deusa, onde tudo é diferente e a única família dela é um primo que ela nunca conheceu, mas que é amado por todo mundo no planeta. O discurso "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades" é empurrado para ela, mas ela nunca quis esses poderes nem nada disso. Faz total sentido ela ter ido comemorar o aniversário em um planeta de sol vermelho, justamente para se sentir normal de novo.
Queria que o filme tivesse um quê de filme de viagem na estrada de autodescoberta, só que no espaço, onde a Supergirl passa a maior parte dizendo a si mesma que não é uma heroína, tentando se afastar dessa vida, mas no fim ela se tornando uma heroína (ou quase isso).
Elas viajam de ônibus, entram em brigas de bar, causam confusão, são roubadas, sequestradas, mas no fim tudo dá certo.
22 de julho de 2026
Coisas que eu comi no Japão
20 de junho de 2026
Guia dos Onsens
| Geralmente você não pode tirar fotos no vestiário por razões obvias, mas como eu estava sozinha eu tirei |
13 de junho de 2026
EU FUI PARA O JAPÃO!!!
Quanto tempo né? O motivo de eu ter passado tanto tempo sem postar, além do fato de eu ter me jogado no mundo das fanfics e não conseguir mais sair é que...
*:・.ೃ࿔.⋆❀° Eu fui para o Japão °❀⋆.ೃ࿔*:・
Eu provavelmente devo ter comentado isso no twitter, mas no geral eu não comentei muito sobre isso pois eu estava com um pouquinho de medo de mal olhado
Eu não sou muito supersticiosa mas é um pouco cômico que logo depois que começamos a planejar essa viagem noticias como tensões entre china e Japão, coreia do norte, erupção no monte Fuji, tsunami em Okinawa começaram a pipocar na minha timeline...
" Acho que quando chegarmos no Japão a primeira coisa q precisamos fazer é pedir desculpa..."
Para piorar o meu voo fazia escala no Qatar, a cada e-mail da companhia aérea eu sentia a minha pressão cair...
No fim deu tudo certo, o monte Fuji não explodiu, meu voo não foi cancelado, e nenhum míssil nem tsunami atingiu Okinawa, eu pretendo contar as minhas experiências aqui no blog, mas eu não sei realmente como vou organizar esses posts de viagem, eu não queria separar por locais pois há uma serie de experiências que eu tive em lugares diferentes, como visitar templos, ir em onsens então não sei se vou focar nos lugares em si.
Mesmo assim eu queria deixar registrado roteiro da viagem, então esse post vai dar um breve resumo dos lugares que eu passei:
Sai de São Paulo e voei até o aeroporto de Hamad em Doha, Qatar.
Depois fui para Tokyo passei uma noite no aeroporto dormindo embaixo de uma ponte e na manhã seguinte voei para Hiroshima onde o roteiro da viagem começou de verdade.
De Hiroshima eu fui para Miyajima onde me hospedei por uma noite em um Ryokan chique, pq eu queria ter a experiência de tomar banho em um Onsen afastado da cidade no meio da natureza.
O lugar era tão chique que eu fiquei um pouco nervosa de ficar lá, me senti o chico bento no shopping.
Apesar de ser conhecida como o local da primeira bomba atomica, passando alguns dias lá você acaba esquecendo disso, já que Hiroshima é conhecida pelas ostras ostras e o Okonomiyaki, tem barracas e restaurantes em praticamente todo o lugar.
Cervos e momiji manju também são símbolo muito conhecidos da província, principalmente na Ilha de Miyajima que é cheia de arvores de momiji e cervos (que embora seja proibido alimentar eles, ocasionamente eles podem roubar papeis e comida de turistas...)
De Hiroshima fomos para Kurashiki, Oyawama pois era semana da golden week quando a maioria dos japoneses tira ferias então a hospedagem fica mais cara, por isso ficamos em um local não tão conhecido.
Enquanto viajava fui postando fotos no grupo da família e meu tio foi postando curiosidades aleatorias dos lugares, que ele provavelmente pegou do Google...
"Kurashiki é um destino turístico popular na província de Okayama. Originalmente uma vila construída em terra recuperada do mar, mas suas plantações de arroz não se deram bem por ali. Então, eles experimentaram o algodão, o que provou ser uma jogada fortuita. Essas bolas fofas, de alta qualidade, também criaram uma indústria artesanal de sucesso que floresceu e fez com que Kurashiki se tornasse um elo de trânsito fundamental do comércio de algodão de 1573 a 1600."
Achei a informação estranha ja que eu vi várias plantações de arroz enquanto estava no trem...
Em Kurashiki havia uma vila história preservada aos pés do monte Tsurugata, o Kurashiki Bikan Historical Quarter. Embora fosse uma área fortemente comercial, grande parte da arquitetura do período Meiji e Edo foi preservada.
E assim como Hiroshima é conhecido pelo okonomiyaki e momiji, O símbolo de Kurashiki são as Glicínias que decoram tanto as tampas de bueiro quanto o Santuario Achi no topo do Monte Tsurugata.
De Kurashiki fomos para Osaka e... Osaka foi um pouco complicado... pois por ser uma area muito turistica, estava repleto de armadilhas de turista
Logo na rua ao lado do nosso Airbnb havia uma rua repleta de jogos de tiro ao alvo, arco e flecha, e um dos meus favoritos, Sukui que é basicamente um jogo onde você precisa pescar peixes ou bolinhas com uma rede de papel.
Quando eu era criança minha escola tinha forte influência japonesa, então eles faziam esse jogo durante as festas juninas, mas depois que eu mudei de escola eu nunca mais vi em lugar nenhum...
Osaka é conhecida pelo takoyaki, eu estava muito ansiosa para provar, então imagine a minha decepção ao descobrir que diferente dos de São Paulo que são mais sequinhos os de Osaka são bem cremosos por dentro o que me deixou um pouco triste.
Outro símbolo muito famoso em Osaka é o Billiken, o "Deus das coisas como elas deveriam ser", havia uma estatua dele em praticamente todas as lojas que nos passavamos (eu achei ele um pouco assustador), dizem que se você esfregar os pés dele você será agraciado com muita sorte e terá os seus desejos atendidos.
Em Osaka também havia muitos lugares para beber e comer à vontade, não só bebidas alcoólicas mas sucos, chás e refrigerantes, alem de vários bares de yakitori
Eu tirei um dia para visitar Kuroe que tinha uma atmosfera muito parecida com Kurashiki, mais calma e afastada da cidade.
Kuroe é conhecida pela Laca de Kishu, e eu queria muito fazer um workshop para pintar uma marmita de Obento.
Depois fizemos um bate e volta em Kyoto pois eu queria visitar um santuário, e acabei comprando uma quantidade não muito saudavel de objetos feitos com Chirimen, um tecido caracteristico de Kyoto...
De Osaka fomos pata Tokyo onde eu não aproveitei tão bem a cidade pois eu tirei um dia para pegar o maximo de goshuins possiveis, depois comprei um monte de utencilios culinários, Tokyo por ser uma cidade muito grande, assim como São Paulo cada parte dela tem uma característica diferente, talvez eu me arrependa um pouco de não ter visitado Harajuku, Akihabara ou até Nippori, o distrito dos tecidos, mas eu ja estava com dificuldade de fechar a mala.
Finalmente, pegamos um voo para Okinawa e passamos alguns dias em Naha e Motobu, como não poderia faltar nesse post, Okinawa tem um grande carinho por tubarões-baleia e estátuas Shisa (Cães leões guardiões das casas em Okinawa)
Agora... uma observação...
Quando estavamos indo embora, recebemos a noticia que um dos templos de miyajima que tinhamos visitado pegou fogo
É... Talvez a gente deveria pedir desculpas por essa viagem...
