13 de abril de 2019

O Vendedor de briquedos- Capitulo 2

Giovana remexeu nos papeis espalhados pela mesa irritada com Felipe. Felipe era inteligente, mas se perdia muito facilmente em seus pensamentos. Não fazia muito tempo desde que eles se tornaram parceiros, e ela ainda estava tentando se acostumar com a personalidade do rapaz, eles eram muito diferentes. Trabalhar juntos talvez não fosse uma boa ideia, mas ela ainda precisava de ajuda para localizar e capturar Lovely.

-Você por acaso já se esqueceu de que a Lovely está desaparecida? Aparentemente a pessoa que estava no lugar dela era só uma boneca.
 -Por que não interrogamos a boneca?- Ele sugeriu como se fosse a coisa mais simples do mundo, isso fez com que Giovana se irritada e mais ainda 

-Porque desde que o Leandro enlouqueceu, e quase expôs todo o nosso mundo aos humanos, os magos e bruxas decidiram controlar melhor o uso da magia para proteger o nosso segredo dos humanos, principalmente para gente como nós que vivemos aqui do lado de fora, longe da sociedade das bruxas e todas as suas leis ridículas, eles não vão nos deixar pegar a boneca para não levantar suspeitas.

- Se os caçadores soubessem que existem cidades inteiras de bruxas escondidas espalhadas pelo mundo, nós não teríamos perdido tempo com vocês aqui de fora.

- Nem perca seu tempo, mesmo que você achasse uma cidade dessas você seria ou executado de modo que todos que você  já conheceu se esquecessem de você,  ou enfeitiçado para que se esquecesse de tudo. Nem mesmo eu cheguei a conhecer uma dessas cidades.

-Bruxas realmente são criaturas sádicas. Talvez possamos localizar os outros impuros e interroga-los, algum deles deve saber onde a Lovely está. 

 -Sim, mas encontrar um impuro é ainda mais difícil do que encontrar a Lovely, existia um livro com todos os nomes dos impuros e como destruí-los, mas ele desapareceu... Não faz sentido... 

 -O que não faz sentido?

-Lovely teve seus poderes retirados, e a memória apagada, ela agora é uma humana por completo, não faz sentido ela desaparece assim e por que agora?

 - Acho que isso nós só iremos descobrir quando a encontrarmos, enquanto isso deveríamos investigar qualquer coisa suspeita que possa envolver o mundo magico. Têm acontecido assassinatos estranhos ultimamente, as vitimas são ouvidas gritando durante a noite, e quando a policia chega, elas já estão mortas, o que torna tudo mais estranho é que o suposto assassino nunca mata as crianças.

- Deixa eu adivinhar, ninguém vê o assassino entrar, nem sair das casa não é?

- Acertou.

-O que as vitimas têm em comum?

 -Acho que nada, nenhum parentesco, ou amizades... Espera... Parece que duas das crianças estudavam no mesmo colégio. 

 -Só isso?

 -É a única coisa que temos. 

 -Onde estão as crianças? 

 -Acredito que em um abrigo, mas não acho que vão nos deixar vê-las tão facilmente... Sem falar que...

 -O que? 

 -Você não parece ser o tipo de pessoa que deixariam entrar em um abrigo infantil.

 -Como assim? 

 -Não consigo imaginar uma pessoa de cabelo roxo, olhos vermelhos, roupas de delinquente juvenil e uma adaga de pedra lascada visitando um abrigo infantil. Você parece ser o tipo de pessoa que rouba doces de crianças ou então usa em sacrifícios em nome de satanás

 -Eu vou ignorar esse insulto se você descobrir para qual abrigo elas foram mandadas e como nós fazemos para visitar esse lugar.

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