13 de fevereiro de 2017

Rox e Ivy- Capítulo 2

Próximo ao bosque que cercava a nossa casa, havia uma estrada que levava até uma pequena cidade –Ver esses lugares ao vivo é muito diferente de ver em fotos e livros- Eu disse enquanto andávamos pela cidade.

-Realmente... Está sentindo esse cheiro? Parece cheiro de pão recém assado, e está vindo daquela loja!- Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela entrou na loja

-Roxane! Nós não temos dinheiro

-Nós somos bruxas, mamãe sempre disse que uma bruxa de verdade faz o que bem quiser

-O que pretende fazer? Você não vai usar magia vai? Podemos ter sérios problemas se algum humano descobrir que somos bruxas- Eu cochichei.

-Podemos pegar algumas pedras lá fora, transforma-las em dinheiro, ninguém vai perceber.

-Olá senhor, eu gostaria de levar três pães recheados- Uma menina de cabelos pretos disse colocando algumas moedas em cima da mesa.

-Aqui está senhorita, mais alguma coisa?

-Não, apenas isso, muito obrigada

A menina se aproximou de nós e ofereceu o pão- Vocês querem? É melhor do que usar magia para enganar os humanos.

Nós nos afastamos com cautela, essa menina sabia que nós éramos bruxas?

-Não se preocupem, eu não vou contar a ninguém, meu nome é Catarina, talvez nós possamos lanchar juntas?

No inicio não estávamos muito certas se podíamos confiar naquela garota, quando alguém sabe que você é uma bruxa, ou ela também é uma bruxa, ou ela é uma pessoa que mata bruxas.

-Eu nunca tinha visto uma bruxa da minha idade por aqui- Ela disse enquanto andava calmamente- Vocês são novas na cidade?

-Sim, pode-se dizer que sim...

-Então você também é uma bruxa?- Minha irmã perguntou

Ela parecia hesitar um pouco antes de responder-... Na verdade eu sou uma feiticeira...

-Ah, entendo. Deve ser muito ruim ser uma feiticeira... Você realmente precisa ler um texto mais de uma vez para conseguir memoriza-lo?

-Nem sempre, se eu entender o texto ele fica mais fácil de memorizar.

-É engraçado ouvir isso, você parece mais uma humana como poderes mágicos.

 Roxane continuou falando, o que ela falou do nosso ponto de vista parecia ofensivo, mas Catarina não parecia ter se incomodado. Nós passamos aquela tarde conversando sobre coisas que não tinham importância, e assim os dias foram se passando, nós três nos tornamos grandes amigas até que chegou a hora que entrar na escola de magia.

Naquela época eu não estava muito ciente, mas no nosso mundo, feiticeiros sofrem preconceito por serem... Bem... Feiticeiros, nossa mãe vivia falando sobre como feiticeiros eram os culpados por termos que nos esconder dos humanos e que por causa deles grande parte do nosso conhecimento sobre magia foi perdido durante a guerra.

Um dia nós resolvemos perguntar para Catarina o que ela achava disso, e ela simplesmente disse:

-Bruxas e magos nos veem como seres inferiores, até mesmo na minha família há pessoas que pensam assim, mas o meu avô também era um feiticeiro, e ele me ensinou que nós feiticeiros temos o dom de ver o que ninguém viu ainda. Eu quero que as coisas mudem, eu não quero que o mundo da magia nos veja como responsáveis por uma guerra que não começamos.


Apesar de ser uma feiticeira, Catarina era talentosa, ela se esforçava para se tornar uma grande feiticeira, sempre que nós voltávamos para casa depois das aulas eu e Roxane nos encontrávamos com Catarina na cidade e íamos para um local afastado mostrar o que havíamos aprendido, isso porque Catarina estudava na escola Poeira da Lua, enquanto eu e Roxane estudávamos na Gift Moth.

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