18 de julho de 2012

Alex e o lobisomem- Capitulo 9


-Vocês são amigas do Daniel?- A mulher perguntou.
-Não exatamente, mas eu conheço ele- Lovely disse- Mas pensei que o nome dele fosse Henrique.
-Não é mais... Vocês não precisam disfaçar- Os olhos dela se tornaram violetas por um momento e depois voltaram ao normal.- Você é uma fada, e você é uma sereia- Ela disse.
-Como você...?-Marina disse confusa.
-Olhos mágicos- Lovely disse- Não é algo incomum, fadas madrinhas tem, Giovana tem, raposas fadas tem, alguns feiticeiros tem, é como se fosse canções mágicas para sereias.
-Ah...
-Exatamente- A mulher disse- Geralmente da para se perceber por causa das cores incomuns nos olhos, como você mesma disse não é algo incomum, o que é incomum são famílias inteiras possuírem essa habilidade, eu venho de uma família de feiticeiros com olhos mágicos,mas a habilidade se manifesta diferente para cada individuo, eu posso ver se uma pessoa é humana, sereia, bruxa ou até caçador. E a habilidade do meu filho é...
-Seduzir as pessoas do sexo oposto.
-Não é a mais nobre das visões, mas a magia não é boa ou má, a pessoa que decide se vai usa-la para o bem e para o mau. Henrique tinha feito 10 anos quando ganhou os seus poderes, junto com seu nome mágico, Daniel. Ele sempre foi um bom rapaz, até o dia que conheceu um feiticeiro chamado Leandro.
-Desde aquele dia ele se afastou cada vez mais- o Homem começou a falar se sentando- Nós achávamos que era apenas uma fase, eu disse para ele ficar longe daquele feiticeiro, nós discutimos e ele saiu de casa. Quando voltou, algo havia mudado, ele era um humano completo, no começo achamos que Leandro havia absorvido os poderes dele, mas ele não se lembrava de nada relacionado à magia, se lembrava de nós, mas não fazia ideia de que éramos feiticeiros. Desde aquele dia viramos uma família normal, sem magia ou feitiços.
-Famílias normais não tem armadilhas com redes e alarmes- Marina surtou.
-Nós instalamos isso há pouco tempo. – A mulher respondeu- Há uns meses atrás algo estranho aconteceu, os olhos dele mudavam de cor às vezes, como se ele estivesse usando a habilidade dele, mesmo que não se desse conta. Os poderes dele haviam voltado, mas a memória não. Só então descobrimos que Leandro não absorvia os poderes das pessoas, fazia parte de um feitiço extremamente perigoso, a pessoa teria dois corpos, um seria completamente humano, e o outro mágico, as duas partes esqueceriam tudo relacionado a magia, mas a parte mágica teria acesso a mais poder, e duas almas, mas nenhuma estaria completa, se uma parte pudesse amar, a outra só sentiria ódio, e assim por diante.
-Ele pode ter voltado a ser um feiticeiro, mas está aprisionado, e só pode se libertar durante a lua cheia, e deve ser por isso que vocês estão aqui. Estão procurando o Daniel não é mesmo?
-Sabe onde ele está?
-Não, mas sei que você quer machuca-lo- a mulher disse seria
Lovely abaixou a cabeça.
-Um feitiço como esse não pode ser quebrado, provavelmente ele nunca poderá voltar a ser o que era, e o único modo dele estar livre da maldição é morrendo.
                -Nunca disse que iria matar ele.
                -Faça o que tem que ser feito, não posso suportar ver ele sendo manipulado por aquele monstro em forma de feiticeiro.
                -Preciso ir- ela disse se levantando, tinha uma pista de onde Daniel estaria, e precisava ser rápida, aquela era a ultima noite de lua cheia.

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