24 de agosto de 2011

Vampiros foram extintos?- Capitulo 2

Alex corria pela floresta o mais rápido que podia ele suava muito, ouvia os passos ligeiros se aproximando, eram muito rápidos, ele tropeçou e ralou o joelho, estava muito cansado quando ouviu uma voz.
                -É impossível escapar deles, eles vão te alcançar- a moça disse lançando uma luz em direção ao peito dele e saiu voando- Não seja como eles.
                Alex se levantou e continuou correndo como podia, mas quando olhou para trás viu Gabriela preparando as presas para o ataque.
                -NÃO!!!!
                Ele acordou um tanto assustado, já tinha sonhado aquilo varias vezes, mas esses últimos dias tinham sido mais reais, como se ele estivesse revivendo tudo. Alex olhou para o chão e viu a irmã, ela estava de olhos abertos, mas não estava acordada nem dormindo, era assim que ela esperava a noite chegar, ele desceu dali e se aproximou para ver o rosto da irmã. Era igual à de uns séculos atrás, mas os olhos ganharam uma cor avermelhada depois de ser transformada. Ele se aproximou mais, tinha algo estranho... Ela estava acordada!!!
                Antes que Alex pudesse se afastar Gabriela tirou o seu broche de morcego e usou para cortar o pescoço de Alex, ele pôs a mão no pescoço dizendo:
                -Ai!!! Ficou maluca? Poderia ter me matado!!!
                Ela não disse nada, puxou a mão dele para ver o corte, e viu que não sangrava.
                -Por que você dorme e sonha? Vampiros não fazem isso - Ela disse desconfiada
                -Era isso?! Você é maluca Gabriela- Alex disse esfregando o corte.
                -Eu estive observando você durante um tempo, e venho percebendo coisas estranhas.- Ela disse enquanto andava em volta do irmão- por que você dorme e tem sonhos, por que você ainda age como um menino sendo que tem quatro séculos de idade.
                -Eu sou um vampiro, eu não envelheço.
                -Disse muito bem irmãozinho, envelhecer, mas por dentro nós mudamos, olhe para mim, eu era só uma menina.
                -E agora virou uma assassina- ele disse baixinho.
                -Eu tenho a impressão de que esta me escondendo alguma coisa...
                Ela parou de falar, sons vinham do andar de baixo, os dois ficavam no sótão da casa durante o dia já que não tinha janelas, Gabriela abriu a porta do sótão para ver o que estava acontecendo. Tinham vários policiais percorrendo a casa com os corpos que haviam encontrado.
                -Droga, e essa agora- Gabriela disse baixinho- Ainda bem que eu cortei eles com uma faca, se não iriam desconfiar de alguma coisa...
                Gabriela se afastou um pouco, piscou fazendo com que seus olhos ficassem azuis como eram antes,abriu uma caixa de maquiagem, passou pó nela e no irmão para não parecer pálida, e começou a bater na porta com força pedindo por socorro. Alex que já tinha visto aquela cena várias vezes fez o mesmo.
                Os policiais abriram a porta que dava para o sótão e encontraram as duas crianças, muito assustadas Gabriela disse que um homem havia seqüestrado eles e prendido no sótão, enquanto eles iam a uma festa na escola.
                -Meu pai esta bem? -Ela disse.
                O policial acreditando que era um dos corpos que haviam encontrado fez um sinal negativo com a cabeça. Gabriela começou a chorar lagrimas de crocodilo, mas Alex não dizia nada.
                -Vocês têm mãe?
                -Sim, ela estava em casa no dia.
                -vamos, vou encontrar a sua casa.
                Eles saíram da casa, os dois usaram o braço para se proteger do sol, ele ainda ardia, mas não era mortal, era difícil acreditar que um tempo atrás ele poderia matar o mais poderoso vampiro.
                - Por que estão se protegendo do sol?
                -Passamos muito tempo lá dentro, não nos acostumamos com a luz- Gabriela disse, ele nem fazia idéia de quanto tempo eles não viam a luz do sol.
                Os policiais os levaram para a delegacia, e foram investigar o motivo das mortes e o nome das vitimas, Gabriela e Alex ficaram assistindo o noticiário, uma coisa chamou a atenção deles, era uma noticia sobre estranhos assassinatos, as vitimas tinham marcas de furos no pescoço.
                -Gabriela, existem mais de nós.

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