16 de maio de 2011

A Borboleta negra- capitulo 2 -O homem misterioso

Quatro anos se passaram. Giovana já estava com quase quatorze anos,             ela estava em cima da arvore, usava uma camiseta e um short preto, junto com um cinto. Ela criou um certo desprezo por humanos quando ainda estava sozinha, nenhum deles queria ajudar ela, e por isso ela acreditava que humanos eram criaturas nojentas.
- Que tédio, queria que alguma coisa acontecesse.
-Cuidado com o que deseja Giovana, pode se realizar- disse uma fada chamada Jennifer.
-Você quer lutar?
-Hum, pode ser.
Giovana ficou tão ocupada que não nem quis sair com Borboleta negra. Já era noite e entre os prédios o vento soprava de uma maneira estranha, como se estivesse avisando sobre algo. Tinha alguém a seguindo, era alto e forte, não o suficiente para derrota-lá, mas ela não podia baixar a guarda.
Com um chute certeiro na perna ele caiu, assim não poderia se mexer, ou tentar ataca -lá.
O homem caiu desmaiado no chão. Ele havia batido a cabeça no chão, isso nunca tinha acontecido. Ela não podia deixá-lo lá, mas ela não podia levar para o acampamento, e se ele fosse um caçador? Analisou ele durante um tempo e chegou a conclusão que ele era uma pessoa normal e que deveria levar ao acampamento.
-O QUE???!!!- disse a fada que cuidava dos feridos, Barbara.
-É só por um tempo, ele está ferido.
-TÁ!!! Mas não deixe que a sua aprendiz descubra, sabe como ela fica perto de humanos.
O homem acordou e olhou assustado para os lados, tentou se levantar, mas a perna não deixou.
-O-o que a-aconteceu?
-Eu acertei você e acabei quebrando a sua perna
-O que???!!!!
-Não se preocupe, com a minha magia você vai ficar melhor muito mais rápido.- disse Barbara
-MAGIA!!!????
-Errr.... Melhor nós explicarmos com calma, nós somos fadas, fica calmo...- Borboleta sugeriu.
-FADAS? ESSE TROÇO NÃO EXISTE!!!
As duas trocaram olhares e Barbara falou:
-Como eu dizia Borboleta, Mantenha ele BEEEEEM longe da Giovana.
-Bem.... Qual é o seu nome?
-Luis.
-Pode me chamar de Borboleta negra, você pode ficar aqui até conseguir andar.
-Já está tarde, vamos dormir- disse Barbara.
As duas saíram para apagar as luzes da fogueira lá fora e colocar as fadas mais novas para dormir. Luis ficou deita na tenda, se sentou com dificuldade, bateu no chão com força e disse:
-Droga!!! Eles não me disseram que ela tinha poderes, não posso mata -lá com a perna quebrada, isso vai ser mais difícil do que eu imaginei...
Ele parou de falar, tinha alguém vindo, ele ouvia uma voz do lado de fora.
-Quem dorme nessa barraca?
Giovana entrou no quarto e viu que havia um Homem lá. Ela espremeu os olhos numa expressão de raiva.
-Quem é você e o que esta fazendo aqui?
-Que menina bonitinha, o que você pensa que pode fazer?
Giovana segurou ele pelo pescoço e levantou acima da cabeça.
-Eu penso que posso torcer o seu pescoço com um braço só.
- C-calma, eu sou convidado da Borboleta negra.
Giovana soltou ele de volta na cama.
-Ei!!! Minha perna esta quebrada.
Ela espremeu os olhos de novo e disse:
-Pode até ser verdade que a sua perna esteja quebrada, mas se eu desconfiar que pretende fazer algum mau a minha mestra, eu acabo com você.
E saiu da barraca como se nada tivesse acontecido. Ela foi até a barraca da Borboleta Negra.
-O que aquele HUMANO faz aqui?- disse Giovana
-Eu quebrei a perna dele sem querer.
-Deveria ter quebrado a coluna dele.
-Giovana, Vai ser uma ótima experiência para você, você vai aprender que nem todos os humanos são ruins.
-Nunca serei amiga de um humano- Ela disse cruzando os braços.
A borboleta soltou um suspiro fazendo uma mecha de a sua franja voar, Giovana fez a mesma coisa e foi dormir.
No dia seguinte Luis foi ver o treinamento das fadas.
-Quem é aquele cara?- Jennifer perguntou.
-Um humano, ignore, Borboleta disse que eles não são tão ruins, mas ela já me disse que caçadores podem ser legais.
-ATENÇÃO!!!!- Gritou a Borboleta- Se acabarem ficando perdidas da cidade, o que não devem fazer?
-Nunca usar seus poderes, os caçadores estão por toda parte. – disse Giovana.
-Muito bem Giovana, como devem saber, caçadores são especialistas em achar e matar seres como nós. Fadas das trevas aprendem a derrotá-los desde cedo.
-Eles são cruéis- Disse Jennifer- Ouvi dizer que existem leis entre eles que dizem que se uma fada nascer na família, ela deve ser morta. Meus pais morreram quando caçadores invadiram a minha casa.
-Muito bem- disse Borboleta- A aula acabou garotas, todas para suas tendas.
-Borboleta, eu quero falar com você- Disse Luis.
-Puxa, você se recuperou rápido, bem que a Barbara disse, só com um pouco de mágica você ia ficar melhor rapidinho, semana que vem já vai poder andar sem precisar de apoio., mas o que você quer?
-Você quer sair, comigo?- Ele perguntou
-Num encontro?
-Não, não, só para eu entender essa historia
A cidade estava diferente aos olhos daquela fada, agora o que era terror e perigo se transformou em luzes e cores, aquilo era completamente diferente da cidade que ela conhecia. Eles estavam num parque, as luzes dos postes iluminavam ainda mais as árvores.
-Eu nunca fui para esse lado da cidade, parece diferente de tudo o que eu vi, é a primeira vez que eu saio do acampamento sem ser para matar caçadores.
- Matar? Como assim?
-Eu nunca contei isso para as outras fadas, mas não há motivo para esconder de você. Eu era muito feliz com a minha família, eles não se importavam em ter uma fada das trevas na família. Mas um dia eu estava brincando com os meus irmãos e alguém bateu na porta. Meu pai disse para eu me esconder. Eu fui para um esconderijo que dava para fora de casa, fiquei lá olhando por um Pequeno buraco na porta e consegui ouvir tudo...
“-Cadê ela Roberto? Eu sei que a sua filha é uma fada.
-Eu não tenho filha, não esta vendo?
-Esqueceu que nós caçadores sabemos quando alguém esta mentindo? Você é um traidor, e deve ser eliminado.”
-Eu vi a minha família toda ser morta, e eu não podia fazer nada, eu sai correndo e formei o grupo de fadas das trevas e passei a perseguir os caçadores que mataram a minha família.
-Então é por isso que você estava na rua na noite que você me acertou?
-É, meu pai mesmo sendo um caçador ele se recusou a matar a própria filha.
-Quem são os caçadores que vocês tanto falam?
-São humanos que existem desde a idade media que prometeram exterminar todas as criaturas mágicas.
- E eles nunca tentaram te matar?
-Alguns, mas eu sou uma especialista em caçar caçadores.
“Então foi por isso que me contrataram. Eles não conseguiam mata-lá então me pagaram para fazer isso já que eu não ajo como um caçador” ele pensava.
-Bem, mas não estamos aqui para falar de coisas tristes, o que vocês humanos fazem para se divertir?
-Hum... Eu não sei, o que vocês fadas fazem para se divertir?
Ela pegou ele pela mão, abriu as asas e levantou vôo. Luis não parava de gritar.
-Me solta!!!!!!
-Acho que você não iria gostar, agora pare de gritar e veja:
Luis abriu os olhos e viu que o céu não estava mais nublado as nuvens estavam abaixo deles q as estrelas brilhavam acima deles no céu. Parecia que eles estavam andando sobre as nuvens.
-Vocês vêem isso todas as noites Borboleta?
Ela balançou a cabeça negativamente.
-Faz muito tempo que eu não vejo um céu tão bonito, eu só saia do acampamento para caçar, minha mãe dizia que a raiva nos deixava cegos, a propósito, me chame de Delina.
-Delina?
-É, esse é o meu nome, Borboleta negra é só um apelido.
Luis estendeu a sua outra mão para ela como se convidasse para uma dança, Delina segurou a mão dele e os dois saíram dançando entre as nuvens, os olhos dela brilhavam enquanto eles passaram perto de um avião uma menina de cabelo comprido estava na janela do avião, ela olhou para o lado fora, deu um sorriso para os dois.
Depois eles voltaram para o acampamento. Giovana estava do lado de Jennifer.

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